Divulgação / Caju
A forma como os profissionais gerenciam seus benefícios corporativos revelou um abismo comportamental entre as gerações no mercado de trabalho brasileiro. De acordo com um levantamento exclusivo realizado pela Caju,HRtech de benefícios flexíveis e despesas corporativas, a partir de sua base com mais de 1,3 milhão de usuários ativos, a Geração Z concentra 30,4% de todo o seu gasto mensal nos primeiros cinco dias após a liberação do saldo. O montante equivale a quase um terço do benefício consumido antes mesmo do fim da primeira semana do mês.
O comportamento dos jovens profissionais expõe um contraste direto em relação aos trabalhadores de faixas etárias mais elevadas. Enquanto os Millennials aparecem logo atrás, consumindo 28,7% do saldo no mesmo intervalo de cinco dias, os profissionais da geração Baby Boomers distribuem os gastos de forma mais cadenciada, concentrando apenas 24,7% das despesas no início do mês. Em média, os Baby Boomers levam 15,4 dias para utilizar integralmente o valor recebido, evidenciando uma gestão financeira mais espaçada.
Padrão de consumo fracionado e tíquete médio menor
Além da velocidade na utilização, o estudo aponta que a Geração Z lidera o volume total de transações mensais registradas na plataforma, superando as demais faixas em até 9,7%. O comportamento reflete o uso dos benefícios corporativos como parte intrínseca do orçamento diário. No entanto, o valor gasto por operação pelos profissionais de 14 a 29 anos apresenta um tíquete médio 13,4% menor do que a média geral dos usuários.
"Os jovens realizam mais transações por mês, mas com um valor unitário menor. É um padrão de consumo fragmentado, marcado por compras pequenas e recorrentes em vez de gastos concentrados. Para os setores de Recursos Humanos, compreender esses hábitos geracionais é fundamental para desenhar pacotes de benefícios flexíveis que verdadeiramente atendam às necessidades práticas do trabalhador", explica Lucas Fernandes, CHRO da Caju.
Na divisão por categorias de benefícios entre a Gen Z, a modalidade de auxílio-alimentação (que permite compras em supermercados e restaurantes) lidera com 42,3% das transações. Na sequência aparecem os gastos com vale-transporte (15,4%), saldo exclusivo para alimentação em mercados (15,3%) e vale-refeição (12,8%). O levantamento aponta ainda que o gasto médio do jovem profissional em uma única refeição utilizando o benefício corporativo é de R$ 57 no Brasil.
Domínio das carteiras digitais e pagamentos por aproximação
O recorte comportamental da Caju confirma a preferência ostensiva dos mais jovens pelos canais digitais de pagamento. Na faixa etária entre 14 e 29 anos, o cartão virtual responde por 59,2% de todas as transações de benefícios, tornando-se o único grupo demográfico em que o formato digital superou o uso do cartão físico tradicional.
O avanço é impulsionado pelo uso de carteiras digitais em smartphones e smartwatches, responsáveis por 44,2% das compras efetuadas pelos jovens profissionais. Em comparação com o levantamento do ano anterior, a movimentação financeira via carteiras digitais registrou um salto de 122,5%. O movimento consolida a tecnologia sem contato como o principal meio de transação para a nova força de trabalho no Brasil, exigindo que as estratégias de RH incorporem soluções de benefícios nativamente digitais.
Com informações da assessoria Base Comunica e dados compilados da base de usuários da Caju.