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Coluna Exclusiva: CADEIRA E PALCO • por Léo Kaufmann

PERSPECTIVAS DE CARREIRA PARA 2027

Está pensando em mudar de emprego, buscar uma promoção ou começar uma nova carreira? Antes de tomar essa decisão, precisamos conversar sobre o que está mudando no mercado de trabalho e, principalmente, sobre o que você realmente deseja mudar na sua vida profissional.

Estamos chegando àquela época do ano em que muita gente começa a fazer um balanço da própria carreira, olha para o que conquistou, lembra das oportunidades que não vieram, compara o salário com o de outros profissionais e começa a considerar se não chegou a hora de procurar outro emprego.

Tem quem esteja cansado da empresa, da liderança, da falta de reconhecimento ou daquela promoção que aparece em todas as conversas de desenvolvimento, mas nunca chega à folha de pagamento. Também tem quem esteja pensando em uma mudança maior, deixar a profissão que exerce há anos, aprender alguma coisa diferente e começar uma nova trajetória em 2027.

E olha, dependendo de como foi seu 2026, dá para entender perfeitamente essa vontade de mudar, mas existe uma diferença importante entre estar insatisfeito com o emprego que você tem e estar insatisfeito com a carreira que escolheu, duas situações que podem produzir sentimentos semelhantes, embora exijam decisões completamente diferentes.

Você pode gostar muito da sua profissão e estar trabalhando em uma empresa que não oferece condições para exercê-la bem, assim como pode ter uma boa liderança, receber um salário competitivo e trabalhar em uma organização reconhecida, mas perceber que já não encontra satisfação nas atividades que fazem parte da sua rotina.

Essa distinção precisa entrar na conversa antes de qualquer atualização no currículo, inscrição em uma pós-graduação ou decisão de iniciar processos de Executive Search para começar uma nova carreira, principalmente porque o mercado de trabalho que estamos encontrando na chegada de 2027 também está passando por mudanças importantes.

O Guia Salarial 2027, da Michael Page, ajuda a compreender parte desse cenário, trazendo referências de remuneração para diferentes setores e cargos, além de informações sobre liderança, desenvolvimento, flexibilidade e inteligência artificial, fatores que influenciam tanto as escolhas dos profissionais quanto a capacidade das empresas de atrair e manter pessoas qualificadas.

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E quero aproveitar esses dados para discutir algo que costuma receber pouca atenção nas conversas sobre carreira: estamos tomando decisões a partir das oportunidades que realmente existem ou das expectativas que construímos sobre como nossa vida profissional deveria estar?

Você está cansado do seu emprego ou da profissão que escolheu?

Quero começar por essa diferença porque já vi muita gente concluir que precisava abandonar a própria carreira quando, na prática, precisava sair de um ambiente de trabalho que havia se tornado insustentável.

Imagine uma pessoa que trabalha com marketing, gosta de criar campanhas, desenvolver estratégias e analisar o comportamento dos consumidores, mas passa os dias lidando com prioridades que mudam o tempo inteiro, cobranças contraditórias e uma liderança que confunde urgência com planejamento. Depois de algum tempo, ela começa a dizer que cansou de trabalhar com marketing, quando boa parte dessa frustração pode estar relacionada à maneira como aquela empresa organiza o trabalho.

O mesmo pode acontecer com profissionais de tecnologia que gostam de desenvolver soluções, mas vivem apagando incêndios provocados por decisões ruins, com pessoas da área comercial que gostam de negociar, mas trabalham submetidas a metas desconectadas da realidade, ou com profissionais da saúde que continuam apaixonados pelo que fazem, mas estão esgotados pelas condições em que precisam trabalhar.

Planejamento e análise de carreira para 2027

Agora imagine outra situação, alguém que construiu uma carreira sólida, conquistou reconhecimento, trabalha com pessoas competentes e recebe bem, mas já não encontra interesse nas atividades que precisa realizar, mesmo nos dias em que tudo funciona como deveria.

Nesse caso, trocar de empresa pode oferecer um alívio temporário, mas dificilmente resolverá a insatisfação com o próprio exercício profissional.

Existe ainda uma terceira possibilidade, que costuma passar despercebida: você pode continuar gostando da sua área, mas não querer mais exercer a função que ocupa atualmente. Um profissional de finanças pode desejar migrar para planejamento estratégico, alguém de vendas pode descobrir interesse em desenvolvimento de negócios, e uma pessoa que passou anos liderando equipes pode perceber que prefere atuar como especialista.

Nem toda mudança profissional exige abandonar a experiência acumulada e começar do zero, existem movimentos laterais, especializações e novas combinações de competências que permitem construir caminhos diferentes dentro da própria área.

Antes de concluir que sua carreira perdeu o sentido, observe quais partes do trabalho ainda despertam seu interesse, quais atividades provocam desgaste e quanto desse desgaste está associado à profissão, à função, à liderança ou à estrutura da empresa.

Essa análise não elimina a necessidade de mudar, mas ajuda a escolher uma mudança capaz de enfrentar as causas da insatisfação, sem simplesmente transportar os mesmos problemas para outro endereço.

O salário importa, mas ele não trabalha sozinho

Se você está pensando em mudar de emprego para ganhar mais, não precisa inventar uma justificativa sofisticada, buscar uma remuneração melhor é um motivo absolutamente legítimo, especialmente em um cenário em que as despesas continuam chegando independentemente do quanto gostamos do nosso trabalho.

O cuidado está em avaliar uma proposta apenas pelo percentual de aumento salarial, ignorando as condições que acompanham aquela remuneração.

O Guia Salarial 2027 apresenta faixas para diferentes cargos, setores e portes de empresa, construídas com base nos processos de recrutamento conduzidos pela Michael Page nos 12 meses anteriores ao levantamento, e permite perceber como a remuneração pode variar entre organizações que contratam profissionais para funções semelhantes.

Isso ajuda a estabelecer referências para uma negociação, mas não significa que toda pessoa naquela função receberá os mesmos valores, porque experiência, responsabilidades, localização, complexidade do negócio e características da organização também influenciam a remuneração.

Para quem pensa em mudar de carreira, essa diferença merece ainda mais cuidado. Quando você encontra uma pesquisa mostrando que determinada profissão oferece salários elevados, precisa considerar se aqueles valores correspondem a profissionais iniciantes, especialistas ou executivos que levaram anos para desenvolver as competências exigidas.

Uma carreira pode ser financeiramente atraente no médio e longo prazo e, mesmo assim, exigir uma redução importante de renda durante a transição.

Também precisamos olhar para a composição completa da proposta, incluindo benefícios, bônus, flexibilidade, deslocamento, carga de trabalho, autonomia e possibilidades de desenvolvimento, porque um aumento que parece excelente na negociação pode perder parte do seu valor quando você calcula o tempo e o dinheiro necessários para sustentar aquela nova rotina.

Isso não significa que boas condições de trabalho substituam remuneração justa. Um ambiente agradável não paga boletos, mas uma remuneração elevada também não resolve automaticamente uma rotina de trabalho que compromete sua saúde, seu tempo e sua capacidade de continuar se desenvolvendo.

Aliás, o próprio estudo apresenta uma informação que merece atenção: 60% dos profissionais apontam uma liderança desmotivadora como motivo para trocar de emprego, e 90% afirmam que a relação com o gestor influencia, em algum grau, essa decisão.

Se você está negociando uma mudança, conhecer a liderança com quem vai trabalhar deveria receber uma atenção semelhante àquela dedicada ao pacote de remuneração, porque essa relação influenciará sua autonomia, suas oportunidades, suas entregas e boa parte da sua experiência profissional.

Você quer crescer ou aprendeu que precisa ser promovido?

Outra conversa que precisamos ter envolve a maneira como aprendemos a medir o sucesso profissional, porque durante muito tempo o mercado apresentou uma trajetória quase obrigatória, na qual crescer significava subir de cargo, assumir equipes maiores e se aproximar da diretoria.

Não existe nada de errado em desejar uma posição de liderança, desde que esse desejo venha acompanhado de interesse real pelas responsabilidades que ela exige.

O que merece atenção é a quantidade de profissionais que passam a perseguir cargos de gestão porque essa parece ser a única maneira de conquistar reconhecimento, remuneração e status, mesmo quando suas maiores competências estão relacionadas à atuação técnica.

Conheço profissionais excelentes em suas especialidades que passaram a sofrer depois de assumir posições de liderança, não porque fossem incapazes, mas porque o trabalho mudou profundamente e as atividades que antes ocupavam a maior parte de sua rotina foram substituídas por decisões sobre pessoas, orçamento, conflitos e resultados coletivos.

A empresa também participa dessa situação quando constrói estruturas em que a valorização financeira depende quase exclusivamente da ascensão hierárquica, empurrando profissionais para funções gerenciais sem necessariamente preparar essas pessoas para exercê-las.

Essa discussão ganha relevância quando observamos que a falta de perspectivas de crescimento aparece entre os fatores que levam profissionais de diferentes setores a considerar uma mudança de emprego, conforme os recortes apresentados pela Michael Page.

Mas crescimento precisa significar necessariamente uma promoção?

Você pode ampliar sua atuação por meio de projetos estratégicos, aprofundar uma especialidade, desenvolver competências de negócio, participar de decisões relevantes ou migrar para uma função que aproveite melhor seus conhecimentos, desde que essas possibilidades venham acompanhadas de reconhecimento concreto.

Para 2027, eu colocaria essa discussão no planejamento profissional: quais responsabilidades você deseja assumir, quais atividades gostaria de exercer e que tipo de trajetória combina com suas expectativas, inclusive aquelas que não aparecem no organograma?

A resposta pode revelar que o próximo passo da sua carreira não está necessariamente acima da posição que você ocupa hoje.

Antes de mudar de profissão, conheça a rotina de quem já trabalha nela

Todo ano aparecem listas das profissões mais promissoras, dos cargos com melhores salários e das áreas que devem contratar mais profissionais, e existe um mercado inteiro interessado em transformar essas previsões em cursos, certificações e promessas de recolocação.

O problema começa quando passamos a conhecer uma profissão pelas oportunidades anunciadas, sem compreender o trabalho que as pessoas realmente realizam.

Tecnologia, inteligência artificial, análise de dados, gestão de projetos, finanças e outras áreas podem oferecer oportunidades interessantes, mas existe uma diferença entre gostar de um assunto e gostar de trabalhar com ele todos os dias.

Uma coisa é acompanhar conteúdos sobre inteligência artificial, outra é assumir a responsabilidade de implementar soluções, revisar processos, avaliar riscos e demonstrar resultados. Da mesma forma, gostar de cozinhar não significa necessariamente gostar da rotina de uma cozinha profissional, assim como gostar de viajar não significa que trabalhar com turismo será tão agradável quanto as férias que você passou.

Se você está considerando uma mudança de carreira, converse com profissionais que já trabalham na área desejada, procure compreender as atividades menos interessantes da rotina, observe os requisitos das vagas e investigue como funciona a progressão profissional.

Também considere o quanto da sua experiência atual pode ser aproveitado, porque começar uma nova trajetória não significa necessariamente abandonar tudo o que você aprendeu.

Um profissional de atendimento que desenvolveu habilidades de negociação e relacionamento pode encontrar oportunidades na área comercial, alguém de engenharia pode explorar gestão de projetos ou operações, e uma pessoa com experiência em administração pode desenvolver competências relacionadas a dados, finanças ou tecnologia.

Esses movimentos aproveitam conhecimentos acumulados, ampliam possibilidades e podem representar transições mais sustentáveis do que uma ruptura completa.

Existe ainda um fator financeiro que precisa entrar nessa decisão, especialmente para quem tem responsabilidades familiares, compromissos fixos e pouca margem para enfrentar períodos de redução de renda.

Uma transição pode exigir formação, tempo de estudo, construção de experiência e até aceitar uma posição com remuneração inferior à atual, condições que precisam ser consideradas antes de transformar uma tendência de mercado em projeto pessoal.

A inteligência artificial está mudando as carreiras, inclusive a sua

Seria impossível discutir perspectivas de carreira para 2027 sem falar de inteligência artificial, mas quero fugir daquela disputa interminável sobre quais profissões vão desaparecer e quais serão consideradas indispensáveis.

As mudanças mais relevantes já estão acontecendo dentro das atividades que compõem as profissões existentes, com ferramentas assumindo tarefas, alterando processos e exigindo novas formas de analisar informações, tomar decisões e executar o trabalho.

O Guia Salarial 2027 identifica a inteligência artificial como um dos fatores que estão redefinindo funções, competências e expectativas profissionais, e apresenta, no setor de bancos e serviços financeiros, um dado interessante: 66% dos profissionais acreditam que dominar IA pode levar a salários mais altos.

Essa expectativa, entretanto, precisa ser interpretada com cuidado, porque conhecer uma ferramenta não significa automaticamente produzir resultados melhores ou conquistar valorização salarial.

Se você utiliza inteligência artificial para realizar uma atividade que antes consumia três horas, o ganho potencial está no que essa mudança permite fazer, reduzir custos, melhorar a qualidade, ampliar a capacidade de atendimento ou dedicar mais tempo a atividades relevantes para o negócio.

A valorização profissional tende a depender da capacidade de transformar o uso da tecnologia em entregas concretas, e não apenas da quantidade de ferramentas que você consegue mencionar em uma entrevista.

Também precisamos observar como a automação está alterando as oportunidades de entrada em determinadas carreiras, já que atividades tradicionalmente atribuídas a profissionais iniciantes podem ser reorganizadas, criando novos desafios para a formação de quem está chegando ao mercado.

Isso significa que a decisão de mudar para uma área considerada promissora precisa considerar não apenas sua demanda futura, mas também quais conhecimentos serão exigidos e como alguém sem experiência específica conseguirá construir essa trajetória.

Para quem pretende permanecer na profissão atual, a análise é igualmente importante. Aprender a trabalhar com novas tecnologias pode ampliar oportunidades, desde que esse desenvolvimento esteja relacionado aos problemas reais da sua função e às necessidades das organizações.

Você não precisa abandonar uma carreira de dez anos toda vez que surge uma nova tecnologia, mas também não pode pressupor que as atividades que realiza hoje continuarão sendo executadas da mesma maneira nos próximos anos.

E se a sua empresa atual ainda tiver oportunidades que você não explorou?

Existe uma contradição importante nas conversas sobre carreira: muitos profissionais começam a procurar oportunidades externas sem conhecer completamente as possibilidades de movimentação dentro da organização em que já trabalham.

Em algumas empresas, isso acontece porque as oportunidades internas são pouco divulgadas, os critérios de promoção não são transparentes ou as lideranças resistem em liberar profissionais que apresentam bons resultados.

Em outras situações, o próprio profissional passa tanto tempo concentrado na rotina que deixa de investigar projetos, áreas e funções que poderiam oferecer experiências diferentes.

Antes de decidir sair, pode fazer sentido compreender se existe espaço real para ampliar suas responsabilidades, desenvolver uma competência ou participar de uma iniciativa que aproxime sua atuação dos interesses profissionais que deseja explorar.

O cuidado está em não transformar essa investigação em uma espera indefinida. Se a empresa promete desenvolvimento há anos, mas não apresenta critérios, prazos, oportunidades ou mudanças concretas, essa ausência também é uma informação importante para o seu planejamento.

Organizações precisam compreender que o crescimento profissional não acontece apenas porque existe um plano de desenvolvimento preenchido no sistema, ele depende de oportunidades, recursos, acompanhamento, decisões de gestão e reconhecimento.

Quando uma empresa exige novas competências, mas não oferece condições para desenvolvê-las, transfere para o indivíduo uma responsabilidade que também deveria fazer parte de sua estratégia de pessoas.

E quando contrata profissionais externos para assumir desafios que poderiam ser oferecidos a pessoas preparadas internamente, precisa considerar os custos de recrutamento, integração e perda de conhecimento provocados pela saída de quem deixou de enxergar possibilidades de crescimento.

Para quem está planejando 2027, conhecer essas dinâmicas permite tomar decisões com maior clareza, seja para permanecer, negociar uma movimentação interna ou procurar uma organização que ofereça condições diferentes.

O planejamento de 2027 precisa considerar a carreira que você quer construir e o mercado que realmente existe

Chegando aqui, quero retomar a provocação do início: você está insatisfeito com seu emprego, com a função que exerce ou com a carreira que escolheu?

Não é uma distinção pequena, porque cada resposta aponta para um tipo de decisão e exige uma análise diferente sobre riscos, investimentos, expectativas e oportunidades.

Se você gosta da profissão, mas está em uma empresa que limita sua atuação, buscar outro ambiente pode permitir aproveitar melhor as competências que já desenvolveu. Se deseja responsabilidades diferentes, uma movimentação lateral ou uma especialização pode representar um caminho viável. Se perdeu o interesse pelas atividades centrais da carreira, uma transição planejada merece entrar na conversa.

Também não existe obrigação de mudar apenas porque estamos chegando a um novo ano. Permanecer em uma empresa pode ser uma escolha consciente quando existem condições de trabalho adequadas, remuneração compatível, aprendizado e oportunidades de crescimento.

O importante é que essa permanência seja resultado de uma avaliação consistente, e não apenas do receio de procurar alternativas, assim como uma mudança deveria ser sustentada por informações concretas, e não pela comparação com a carreira que outras pessoas apresentam nas redes sociais.

As perspectivas de carreira para 2027 envolvem remuneração, tecnologia, competências e oportunidades, mas também dependem de decisões empresariais que influenciam diretamente a experiência de trabalho, como critérios de promoção, qualidade das lideranças, distribuição de responsabilidades e investimentos em desenvolvimento.

E é importante não esquecer quem enfrenta essas mudanças em condições desiguais, porque profissionais com responsabilidades de cuidado, menor disponibilidade financeira, trajetórias interrompidas ou barreiras de acesso não possuem necessariamente as mesmas possibilidades de investir em formação, aceitar reduções salariais ou experimentar novas carreiras.

Empresas que desejam profissionais preparados para novas exigências também precisam rever as condições que oferecem para que essas pessoas consigam se desenvolver, caso contrário, continuarão reclamando da dificuldade de encontrar competências que poderiam ajudar a construir internamente.

Na sua avaliação de carreira, procure compreender o que deseja preservar, o que precisa mudar e quais oportunidades são compatíveis com suas condições atuais, considerando tanto os aspectos financeiros quanto o tipo de trabalho que pretende realizar.

Trocar de emprego, mudar de função ou iniciar outra profissão pode ser uma excelente decisão, mas nenhuma dessas alternativas oferece, isoladamente, garantia de reconhecimento, crescimento ou satisfação.

O calendário vai mudar para 2027, mas isso não significa que você precise mudar de carreira junto com ele. Antes de procurar um novo emprego ou uma nova profissão, procure entender o que está tornando sua experiência profissional insatisfatória, porque uma escolha feita sem esse diagnóstico pode levar você a encontrar os mesmos problemas em um lugar diferente.

Fonte: Michael Page, Guia Salarial 2027 | Brasil. O estudo reúne referências de remuneração baseadas nos processos de recrutamento realizados pela consultoria nos 12 meses anteriores ao levantamento, além de indicadores sobre liderança, desenvolvimento e expectativas profissionais em diferentes setores.

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Léo Kaufmann

Léo Kaufmann

Uma das principais vozes do RH brasileiro, Léo Kaufmann fala do mundo corporativo de um jeito que o próprio mundo corporativo nem sempre gosta de ouvir. Desmonta discursos bonitos com humor ácido e realismo para provocar decisões reais. Diretor de Conteúdo e Curador do RH Summit, conecta liderança, cultura e resultados de negócio sem romantização. Enquanto muitos dizem que pessoas são prioridade, Léo questiona onde estão os dados, as escolhas e os investimentos que comprovam isso. Se o objetivo é encarar dados em vez de discurso, o convite está feito.

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