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Para atrair talentos no atual cenário corporativo, apresentar apenas um pacote salarial atrativo deixou de ser suficiente. Uma pesquisa recente conduzida pela consultoria Robert Half revelou que a instabilidade econômica mudou drasticamente o comportamento do mercado de trabalho brasileiro: hoje, 74% dos profissionais adotam uma postura de forte cautela e desconfiança antes de tomar a decisão de mudar de emprego.
O levantamento, que ouviu mil profissionais de diferentes áreas de atuação, aponta que quase metade dos entrevistados (47%) até planeja buscar novas oportunidades até o fim do ano, mas o peso da estabilidade é o que irá selar as contratações. O dado mais contundente mostra que 94% dos candidatos consideram a segurança no trabalho um fator "extremamente" (62%) ou "muito importante" (32%) na hora de assinar um novo contrato.
“Quando um profissional está mais cauteloso, apresentar uma vaga deixa de ser suficiente. O contratante precisa responder à pergunta que está por trás dessa decisão: ‘por que vale a pena assumir o risco de uma mudança neste momento?’. Isso exige transparência sobre o momento do negócio, clareza sobre o papel e uma conversa mais qualificada sobre desenvolvimentos e perspectivas de crescimento”, avalia Marcela Esteves, diretora da Robert Half.
A percepção de risco varia por setor
A pesquisa demonstra que o nível de exigência por estabilidade não é linear e varia significativamente conforme o nicho de mercado. Em áreas de alta pressão e complexidade técnica, o medo de "trocar o certo pelo duvidoso" ganha contornos críticos para os recrutadores.
Entre os profissionais consultados que classificaram a segurança corporativa como um item “extremamente importante” no processo seletivo, a distribuição foi a seguinte:
- Tecnologia: 74%
- Finanças e Contabilidade: 67%
- Jurídico: 64%
- Engenharia: 56%
- Administrativo e Suporte ao Cliente: 50%
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Como o RH deve adaptar a estratégia de Hunting
Os números indicam que estratégias padronizadas de atração perderam a eficácia. Com 42% das empresas planejando expandir seus quadros de contratações permanentes neste segundo semestre — de acordo com a própria pesquisa de Intenções de Contratação da Robert Half —, a competição pelos melhores talentos esbarra diretamente nessa blindagem conservadora dos candidatos.
Em segmentos como TI e Finanças (que lideram a necessidade de segurança), a abordagem dos Headhunters e profissionais de Recursos Humanos precisa detalhar a saúde financeira da empresa contratante, as reais condições da vaga e o contexto que sustenta aquela posição na estrutura do negócio.
“O desafio para as empresas não é simplesmente encontrar quem está disposto a se movimentar, mas entender o que faria profissionais qualificados se sentirem seguros para dar esse passo. Em um contexto mais conservador, a qualidade da conversa durante o processo seletivo passa a ter um peso enorme e, quanto mais clareza a organização oferece, menor é a sensação de risco associada à mudança”, conclui a diretora.
Sobre a Robert Half: Fundada em 1948, a empresa opera no Brasil selecionando profissionais permanentes e para projetos especializados nas áreas de finanças, contabilidade, mercado financeiro, seguros, engenharia, tecnologia, jurídico e RH. A marca atua na América do Norte, Europa, Ásia, América do Sul e Oceania e figura nas listas das empresas mais admiradas do mundo.