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Coluna Exclusiva: DEFESA DO EXECUTIVO • por José Roberto Reale

GERAÇÕES DIFERENTES, UMA MESMA EMPRESA: COMO EVITAR O ETARISMO E PROBLEMAS JURÍDICOS?

Hoje, é comum encontrarmos até quatro gerações convivendo no mesmo ambiente de trabalho.

Profissionais mais jovens chegam com novas tecnologias, velocidade e outras formas de comunicação.

Profissionais mais experientes carregam conhecimento, maturidade, memória institucional e experiência para enfrentar situações que nem sempre estão nos livros.

Gerações diferentes no mesmo ambiente de trabalho

O problema começa quando a diferença de idade se transforma em preconceito.

Isso é etarismo.

E para o empresário, o assunto merece atenção: práticas discriminatórias relacionadas à idade podem gerar conflitos trabalhistas, indenizações por danos morais e outros passivos jurídicos.

O que as empresas podem fazer?

1. Avaliar pessoas pelo desempenho, não pela idade.
Promoções, desligamentos, oportunidades e salários devem estar baseados em critérios objetivos.

2. Evitar estereótipos.
“É velho demais para aprender tecnologia” ou “é jovem demais para liderar” são preconceitos, não critérios de gestão.

3. Criar programas de desenvolvimento para todas as idades.
Treinamento não deve ser privilégio de uma geração.

4. Estimular a troca entre gerações.
O jovem pode ensinar novas ferramentas. O profissional experiente pode compartilhar conhecimento e visão estratégica. Essa é uma habilidade valorizada até em processos de Executive Search.

5. Preparar gestores e líderes.
Muitas situações de etarismo começam em comentários, brincadeiras ou decisões aparentemente inofensivas.

6. Ter políticas internas claras contra discriminação.
E, principalmente, fazer com que essas políticas sejam efetivamente aplicadas.

7. Documentar decisões de gestão.
Critérios objetivos e registros adequados ajudam a empresa a demonstrar que suas decisões foram profissionais e não discriminatórias.

O futuro é multigeracional

Uma empresa inteligente não escolhe entre experiência e juventude. Ela aprende a combinar as duas.

A experiência não deveria ser vista como um obstáculo. E a juventude não deveria ser vista como falta de capacidade.

O futuro das empresas será cada vez mais multigeracional. Cabe aos empresários transformar essa diversidade em vantagem competitiva — com respeito, inclusão e segurança jurídica na liderança.

⚖️ Prevenir o etarismo é também prevenir o passivo trabalhista.

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José Roberto Reale

José Roberto Reale

Advogado, formado pela UEL em 1990, procurador do município aposentado e ex-professor universitário de direito. Atualmente integra o escritório Pullin de Araújo Advogados Associados.

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