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Série: Elas no Radar Volume 5 • 28 min de leitura

Elas no Radar Volume 5 Maio: Da Base ao Bilhão e a Profissionalização da Governança

O mercado de *Executive Search* vive de analisar padrões. E na segunda quinzena de maio de 2026, dois movimentos espetaculares ganharam as manchetes de negócios no Brasil, entregando uma verdadeira Masterclass sobre sucessão, governança e o impacto avassalador da liderança feminina nos caixas das companhias.

De um lado, a trajetória de Lídia Abdalla, que levou o Grupo Sabin a faturar R$ 2 bilhões após iniciar sua carreira como *trainee*. Do outro, o movimento histórico da Lupo, que após o forte legado de Liliana Aufiero, decidiu buscar no mercado um CEO fora da família fundadora.

Nesta 5ª edição da série Elas no Radar, saímos da teoria e vamos aos números. O que esses dois movimentos nos ensinam sobre a estruturação do C-Level na nova economia?

1. Grupo Sabin: O "ROI" da Retenção Feminina

A imprensa destacou recentemente a jornada de Lídia Abdalla no Grupo Sabin. O título da matéria já diz muito: "De trainee a CEO: a executiva que levou o Grupo Sabin a faturar R$ 2 bilhões". Mas o que a manchete esconde é a estratégia de governança que permitiu esse resultado.

No Elas no Radar Volume 4, discutimos o "Buraco Negro da Média Liderança" — o momento em que as empresas perdem talentos femininos (geralmente no período da maternidade) e secam o seu celeiro de futuras Diretoras. O Grupo Sabin fez exatamente o oposto. Ao reter, desenvolver e apostar no "Culture Add" (Adição Cultural) de Lídia ao longo de mais de duas décadas, a empresa não gastou com processos milionários de *turnover* no topo.

"Uma cultura forte não se compra no mercado, ela se forja em casa. O case do Sabin prova aos Conselhos de Administração que investir em políticas de Ramp-Up e proteção à maternidade na base não é 'custo de RH', é estratégia de Valuation. R$ 2 Bilhões de faturamento é a resposta matemática para a inclusão." Diagnóstico Youp

2. Lupo e a Coragem da Profissionalização

Do outro lado do espectro da sucessão, temos a notícia da Lupo. A gigante centenária passou a ter uma liderança executiva fora da família. É impossível analisar este marco sem reverenciar o peso de Liliana Aufiero.

Liliana assumiu a Lupo em um dos momentos mais difíceis de sua história, operou um turnaround (recuperação) agressivo e consolidou a marca. O movimento de maio de 2026, onde a família dá um passo estratégico para trás (assumindo o Conselho) e traz um CEO de mercado, é o ápice da maturidade de Governança Corporativa.

Na cadeira de Headhunter, atuo diretamente com o desafio de empresas familiares que hesitam em soltar o "osso" da operação. A lição que a liderança feminina de Liliana deixa é sobre Ego vs. Legado. Grandes orquestradoras sabem a hora exata de migrar para a cadeira do Board e deixar a operação na mão de *skills* técnicas focadas na próxima década de expansão.

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Aprenda a estruturar o seu plano de sucessão, neutralizar vieses de mercado e posicionar a sua marca pessoal para assumir cadeiras de Governança ou transicionar da operação para o Conselho.

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3. O Que o Seu Conselho Precisa Aprender Hoje

Os movimentos do Sabin e da Lupo trazem dois imperativos para o mercado de 2026:

Conclusão

Quer faturar bilhões? Invista em quem conhece a alma da sua operação. Quer perpetuar a sua marca por mais 100 anos? Tenha a maturidade de estruturar um Conselho forte e contratar os melhores cérebros do mercado para a operação. A liderança corporativa moderna exige pragmatismo, e, como os números dessa semana mostraram, esse pragmatismo tem forte DNA feminino.

Teias de Leitura C-Level:

Ana Paula Marçal Fortunato

Ana Paula Marçal Fortunato

Estrategista de Carreira C-Level & Headhunter Executiva

Especialista em mapeamento de sucessão executiva. Ana orienta Conselhos de Administração na atração e blindagem de líderes de alta performance, desmistificando o processo de transição familiar e de carreira.

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