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Entrevista Exclusiva • Impacto e Governança | 35 min de leitura

O Pragmatismo do Impacto Social: Entrevista com Carlos Henrique de Lima (Instituto Reciclar)

No ecossistema corporativo atual, a pauta ESG (Ambiental, Social e Governança) dominou as reuniões de Conselho. Contudo, enquanto a letra "E" recebe bilhões em investimentos e métricas exatas, a letra "S" (Social) muitas vezes patina em ações de curto prazo que não transformam, de fato, a base da pirâmide de talentos do país.

Para elevar o nível desse debate no Blog da Youp, convidei um profissional que domina as duas pontes dessa equação. Carlos Henrique de Lima construiu a sua carreira nos exigentes bastidores do planejamento da Ambev e no rigoroso mercado de Fundos de Investimento (Private Equity). Hoje, ele aplica essa mesma disciplina de gestão, eficiência e orientação a dados na cadeira de Diretor Executivo do Instituto Reciclar — uma das ONGs mais premiadas e respeitadas do Brasil, com 30 anos de legado na inclusão produtiva de jovens.

Nesta entrevista exclusiva e profunda, discutimos como o Terceiro Setor se profissionalizou, a falácia do assistencialismo, o futuro da juventude frente à Inteligência Artificial e como os Diretores de RH podem transformar a diversidade de uma mera métrica de conformidade para o verdadeiro motor de inovação das companhias.


Carlos Henrique de Lima - Entrevista

O Legado dos 30 Anos do Instituto Reciclar

1. Carlos, para abrir nossa conversa no Blog Youp, o Instituto Reciclar completa uma trajetória histórica de três décadas. Manter uma organização relevante por tanto tempo no Brasil é um desafio imenso. Como a essência do projeto criado em 1995 se conecta com as premiações recentes, como ser eleita a melhor ONG de Desenvolvimento Local e de Geração de Renda?

Acredito que a longevidade do Instituto Reciclar está diretamente ligada à nossa capacidade de preservar a essência do projeto criado em 1995: oferecer educação de excelência e inclusão produtiva para jovens em situação de vulnerabilidade, sempre conectados às transformações da sociedade e do mundo do trabalho.

Ao longo desses 30 anos, evoluímos nossa atuação, fortalecemos parcerias e ampliamos nosso impacto sem perder nosso propósito. As premiações recentes refletem justamente essa combinação entre consistência, inovação e transformação social real na vida dos jovens.

2. O Instituto atua focado na "inclusão produtiva" de jovens em situação de vulnerabilidade social. O mercado corporativo muitas vezes confunde inclusão apenas com preenchimento de vagas operacionais. Para o Reciclar, o que significa inserir um jovem no mercado de trabalho com dignidade e autonomia?

Para nós, inclusão produtiva vai muito além do preenchimento de uma vaga. É preparar o jovem para construir uma trajetória profissional sustentável, com repertório, autonomia, pensamento crítico e perspectiva de crescimento.

No Instituto Reciclar, acreditamos que inserir um jovem no mercado com dignidade significa garantir que ele tenha acesso não apenas ao primeiro emprego, mas também a oportunidades reais de desenvolvimento, pertencimento e mobilidade social. Nosso papel é ajudar esses jovens a ocuparem espaços, sonharem mais alto e se reconhecerem como protagonistas das próprias histórias. E vemos isso no dia a dia, ao observar os jovens formados crescendo na carreira e ocupando postos de lideranças em grandes empresas.

3. Em 2017, vocês reformularam a metodologia educacional para focar muito nas competências socioemocionais. Em um mundo pós-digital, por que ensinar o jovem a "empreender na própria vida" se tornou mais urgente do que o ensino puramente técnico?

Porque entendemos que o conhecimento técnico, sozinho, já não é suficiente para preparar os jovens para os desafios do presente e do futuro. O mundo do trabalho mudou rapidamente e exige cada vez mais competências como comunicação, colaboração, adaptabilidade, pensamento crítico e capacidade de tomar decisões.

Quando falamos em “empreender na própria vida”, estamos falando sobre desenvolver autonomia, protagonismo e confiança para que esses jovens consigam construir seus próprios caminhos, independentemente das mudanças do mercado. Nosso objetivo é formar profissionais, mas principalmente cidadãos preparados para lidar com desafios, criar oportunidades e transformar suas realidades. Nossa visão é refletida inclusive em pesquisa com grandes empresas, como a Panorama das Juventudes e o Futuro do Trabalho 2026, que apontou que mais de 92% dos empregadores optam por candidatos com competências socioemocionais mais desenvolvidas na hora da contratação do que as competências técnicas.

4. O Instituto Reciclar figura há 9 anos consecutivos entre as 100 Melhores ONGs do Brasil. Na sua visão como Diretor Executivo, qual o peso da transparência administrativa e do compliance para que o terceiro setor ganhe a confiança dos grandes investidores corporativos?

Acredito que transparência, governança e compliance deixaram de ser diferenciais e passaram a ser premissas básicas para qualquer organização do terceiro setor que queira gerar impacto relevante e sustentável. Os investidores corporativos buscam cada vez mais instituições que, além de propósito, tenham gestão sólida, responsabilidade e capacidade de mensurar resultados.

No Instituto Reciclar, entendemos que confiança se constrói diariamente, com ética, clareza na prestação de contas e compromisso com a excelência na gestão. Estar entre as 100 Melhores ONGs do Brasil por 9 anos consecutivos reforça justamente essa combinação entre impacto social consistente e uma estrutura de governança séria e profissional.

Carlos Henrique de Lima - Instituto Reciclar

Escalabilidade e Metodologias de Impacto

5. O avanço do Instituto para além das suas próprias salas de aula é impressionante. Através do Programa de Apoio à Educação Pública (PAEP), vocês impactaram mais de 500 mil alunos em 2025. Como foi desenhar a engenharia de processos para escalar esse conhecimento sem perder a profundidade humana da metodologia?

Esse foi, sem dúvida, um dos maiores desafios que enfrentamos ao iniciar nosso modelo de multiplicação de metodologia. Crescer em escala sem perder a profundidade humana, o cuidado individual e a essência da nossa atuação exigiu muita construção, escuta e desenvolvimento de processos consistentes.

No PAEP, nosso foco nunca foi apenas ampliar números, mas garantir qualidade e transformação real nas redes públicas de ensino. Por isso, desenhamos uma metodologia estruturada, com formação de educadores, acompanhamento próximo e ferramentas que respeitam as realidades locais, sem abrir mão do desenvolvimento socioemocional e do protagonismo dos jovens.

Impactar mais de 500 mil alunos em 2025 mostra que é possível escalar impacto social com consistência, mantendo o ser humano no centro de tudo.

6. Em 2022 nasceu o Programa de Apoio à Universidade, garantindo que os jovens continuem os estudos no ensino superior. Como vocês identificaram a necessidade de construir essa ponte e apoiar o jovem a quebrar o chamado "teto de vidro" acadêmico?

Percebemos que a formação técnica e o acesso ao primeiro emprego já representam uma quebra muito importante do “teto de vidro” para muitos dos nossos jovens, principalmente porque passam a gerar renda, ampliar repertório e enxergar novas possibilidades de futuro.

Mas também entendemos que, para muitos deles, esse era apenas o começo da trajetória. O Programa de Apoio à Universidade nasceu justamente da necessidade de dar continuidade a esse suporte, para que esses jovens consigam avançar mais rapidamente em seus projetos de vida e carreira, acessando o ensino superior e ampliando suas oportunidades de crescimento profissional e mobilidade social.

Nosso objetivo é que eles não apenas entrem no mercado de trabalho, mas tenham condições reais de ocupar espaços cada vez mais estratégicos e de protagonismo na sociedade.

7. O Programa de Mentoria de vocês mobiliza anualmente mais de 1.200 pessoas pelo país, conectando profissionais de mercado a esses jovens. Pelos relatos que chegam até você, quem costuma se transformar mais nesse processo: o jovem mentorado ou o executivo voluntário?

Essa é uma ótima questão, porque as devolutivas que recebemos mostram que a transformação acontece dos dois lados. Para os jovens mentorados, a mentoria representa um espaço de escuta, orientação e apoio nos desafios iniciais do mundo do trabalho, ajudando na busca por soluções e caminhos para situações que muitas vezes eles estão vivendo pela primeira vez.

Já para os mentores, o processo costuma ampliar muito a visão sobre a realidade do país e sobre como os desafios enfrentados por esses jovens vão muito além das questões profissionais. Eles passam a compreender, de forma mais próxima, como problemas sociais estruturais impactam diretamente a vida, as oportunidades e as trajetórias de carreira desses jovens.

No fim, a mentoria cria uma troca humana muito poderosa, que gera aprendizado, empatia e transformação para todos os envolvidos.

8. O Instituto Reciclar nasceu de um grupo de executivos, mas hoje atua muito próximo ao setor público por meio da capacitação de professores da rede de ensino. Como o diálogo intersetorial potencializa a transformação social sustentável na base do país?

Acredito muito que os grandes desafios sociais do país não serão resolvidos de forma isolada. Inclusive, essa é uma reflexão que já compartilhei algumas vezes no LinkedIn: a transformação social sustentável exige atuação conjunta entre setor privado, poder público e organizações da sociedade civil.

O Instituto Reciclar nasceu da iniciativa de executivos, mas ao longo da nossa trajetória entendemos que, para ampliar impacto de forma estruturante, precisávamos também dialogar e atuar junto às redes públicas de ensino. Cada setor possui conhecimentos, experiências e capacidades diferentes, e quando essas forças se conectam, conseguimos construir soluções mais eficientes, escaláveis e duradouras.

O diálogo intersetorial amplia repertórios, fortalece políticas e gera transformações muito mais profundas na base da sociedade.

Impacto Social e Terceiro Setor

Carlos Henrique: O Executivo do Terceiro Setor

9. Carlos, olhando para a sua trajetória, você começou no Planejamento Industrial da Ambev e passou pelo mercado de fundos de investimento (Private Equity). O que o rigor do ambiente corporativo tradicional trouxe de mais valioso para a sua tomada de decisão hoje na liderança de uma grande ONG?

Minhas experiências no ambiente corporativo trouxeram aprendizados muito importantes sobre gestão, eficiência, visão estratégica, disciplina na execução e tomada de decisão orientada por dados e resultados. Isso contribui muito para a liderança no terceiro setor, principalmente em uma organização que busca crescer de forma sustentável e ampliar impacto social com consistência.

Ao mesmo tempo, acredito que no social existe uma camada humana muito forte, que exige sensibilidade, escuta e compreensão profunda das realidades que estamos tentando transformar. Hoje, busco unir essas duas visões: a capacidade de gestão e execução do setor privado com o propósito e o olhar humano necessários para gerar transformação social real.

10. Você atuou como professor convidado na Fundação Dom Cabral, lecionando sobre Responsabilidade Social e ESG. Qual é o maior mito ou preconceito que a alta liderança das empresas ainda carrega quando o assunto é investir em projetos sociais?

Acredito que um dos maiores mitos ainda é enxergar o investimento social apenas como assistencialismo ou ação reputacional, e não como uma agenda estratégica para o desenvolvimento sustentável da própria sociedade e do ambiente de negócios.

Cada vez mais fica claro que empresas que investem de forma consistente em educação, inclusão produtiva e redução das desigualdades também contribuem para a formação de talentos, fortalecimento econômico e desenvolvimento social do país. Não existe crescimento sustentável dos negócios em uma sociedade marcada por desigualdades tão profundas.

Outro ponto importante é que muitas lideranças ainda subestimam a capacidade técnica, de gestão e mensuração de impacto que hoje existe em muitas organizações do terceiro setor. O social exige propósito, mas também exige estratégia, governança e capacidade de execução. Ao longo da minha atuação acadêmica com grandes executivos, busquei desmitificar essa questão e ao mesmo tempo compartilhar cases de sucesso que demonstram que é possível os setores caminharem juntos.

11. Sua carreira é marcada por unir pontes entre o setor empresarial, o poder público e a sociedade civil. Qual é o segredo para sentar em uma mesa de negociação e alinhar o retorno de imagem que uma marca deseja com o impacto real e ético que a comunidade precisa?

Essa é uma ótima pergunta, e também um grande desafio. Acredito que o ponto principal é entender que impacto social real e retorno institucional não precisam estar em lados opostos. Quando uma iniciativa é construída com responsabilidade, escuta da comunidade, ética e visão de longo prazo, o reconhecimento da marca acontece como consequência natural.

O mais importante é que o impacto social nunca pode ser apenas uma peça de comunicação. Ele precisa nascer de uma necessidade real da comunidade e gerar transformação concreta na vida das pessoas. Quando todos os setores sentam à mesa com transparência, clareza de objetivos e disposição genuína para construir soluções conjuntas, é possível criar projetos que geram valor tanto para a sociedade quanto para as instituições envolvidas.

12. O papel de um Diretor Executivo no terceiro setor exige ser o principal porta-voz de causas complexas. O que mais te desafia e o que mais te brilha os olhos na rotina de captação de recursos e articulação de parcerias estratégicas?

Acho que o que mais desafia é justamente transformar temas sociais complexos em agendas prioritárias dentro de um cenário em que empresas e lideranças lidam com tantas demandas e urgências ao mesmo tempo. Captação não é apenas buscar recursos, é construir confiança, gerar conexão genuína com a causa e mostrar que investimento social pode gerar transformação real e duradoura.

Ao mesmo tempo, o que mais me brilha os olhos é perceber o quanto as pessoas e organizações querem fazer parte de algo que gere impacto positivo. Ver parceiros se aproximando, se envolvendo e entendendo que podem contribuir para mudar trajetórias de vida é algo muito potente. No fim, cada parceria construída representa mais oportunidades concretas para os jovens e mais capacidade de transformação para a sociedade.

Educação e Mercado Corporativo

O Futuro do Trabalho e o Mercado Corporativo

13. As empresas atualmente discutem muito a agenda ESG, mas o pilar "S" (Social) ainda patina em ações superficiais. Como o RH das organizações que leem o Blog Youp pode deixar de olhar para a diversidade como uma meta de conformidade e passar a enxergá-la como um motor de inovação?

Acredito que isso começa quando as empresas entendem que diversidade não deve ser tratada apenas como uma pauta de conformidade ou reputação, mas como uma estratégia real de negócio e inovação. Ambientes diversos trazem diferentes vivências, perspectivas e formas de pensar, e isso amplia a capacidade de criação, adaptação e solução de problemas dentro das organizações.

Mas, para que isso aconteça de forma genuína, não basta apenas contratar. É preciso criar ambientes inclusivos, desenvolver lideranças preparadas e construir oportunidades reais de crescimento para esses profissionais. O RH tem um papel central nessa transformação, ajudando as empresas a enxergarem que investir em inclusão produtiva e diversidade é também investir em talento, competitividade e futuro.

14. Estamos vivendo um momento de automação extrema e avanços rápidos em Inteligência Artificial. Como o Instituto Reciclar tem blindado seus jovens para que eles não sejam os primeiros prejudicados pelas mudanças estruturais do mercado de trabalho?

Acreditamos que a melhor forma de preparar os jovens para um mercado em constante transformação não é formar apenas para uma função específica, mas desenvolver competências que continuem relevantes independentemente das mudanças tecnológicas. Por isso, o Instituto Reciclar trabalha fortemente o desenvolvimento socioemocional, pensamento crítico, comunicação, adaptabilidade, resolução de problemas e protagonismo.

Ao mesmo tempo, buscamos manter nossa metodologia conectada às transformações do mundo do trabalho, aproximando os jovens de temas como tecnologia, inovação e Inteligência Artificial de forma prática e acessível. O desafio não é competir com a tecnologia, mas preparar esses jovens para saber utilizar essas ferramentas, aprender continuamente e ocupar espaços de maior valor agregado no mercado. Nos preocupa muito que populações mais vulneráveis sejam as mais impactadas pelas mudanças estruturais do trabalho, e justamente por isso acreditamos que educação de qualidade e inclusão produtiva são agendas cada vez mais urgentes.

15. Para encerrarmos nossa entrevista: se você pudesse deixar uma convocação direta para os líderes de Recursos Humanos e Diretores que acompanham o Blog Youp, qual o primeiro passo prático que eles deveriam dar hoje para abrir as portas para a juventude que o Reciclar transforma?

Acredito que o primeiro passo é olhar para os jovens formados por organizações sociais sem preconceitos ou vieses sobre origem, território ou trajetória. Muitas vezes, esses jovens carregam enormes potenciais, competências e vontade de crescer, mas ainda encontram barreiras de acesso às oportunidades.

As empresas precisam ampliar o olhar para talentos que, historicamente, ficaram à margem dos processos seletivos mais tradicionais. Abrir portas para essa juventude não é apenas uma ação social, é também uma oportunidade de trazer diversidade de pensamento, novas perspectivas e profissionais com muita capacidade de adaptação, resiliência e vontade de construir carreira.

Quando uma empresa decide apostar nesses jovens de forma genuína, ela não transforma apenas uma trajetória individual, ela ajuda a transformar realidades e contribui para uma sociedade mais inclusiva e com mais oportunidades para todos.

Conheça o Entrevistado e a Organização

Carlos Henrique de Lima

Top Voice LinkedIn ESG Responsabilidade Social Inclusão

Profissional com experiência em posições de liderança nos setores social e empresarial, com trajetória dedicada à conexão entre diferentes áreas para impulsionar transformação social e desenvolvimento econômico sustentável. Atualmente, atua como diretor executivo do Instituto Reciclar, ONG que há 9 anos consecutivos está entre as 100 Melhores ONGs do Brasil e que, por três anos, foi reconhecida como a Melhor ONG de Geração de Renda do país e também Melhor ONG de Desenvolvimento Local em 2025. Lidera iniciativas de alto impacto nas agendas de ESG, sustentabilidade e responsabilidade social corporativa.

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Instituto Reciclar

Organização sem fins lucrativos, localizada na zona Oeste de São Paulo, que atua há 29 anos na inclusão produtiva de jovens em vulnerabilidade social. Por meio de um modelo educativo inovador, estimula o aprendizado na prática, o desenvolvimento socioemocional e uma formação técnico-profissional de excelência. Seu intuito é preparar os jovens para empreender em suas vidas, no trabalho, família e comunidade, transmitindo valores e ampliando a visão sobre vocação e interesses, sempre conectados às tendências do mercado de trabalho. Programas: Educacional, Mentoria, PAEP, Apoio à Universidade e Formação em Tecnologia.

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Ana Paula Marçal Fortunato

Ana Paula Marçal Fortunato

Estrategista de Carreira C-Level & Headhunter Executiva

Como Headhunter focada na alta gestão corporativa, atua nas pontes entre executivos de excelência e as necessidades estratégicas das empresas. Acredita que o verdadeiro impacto social começa quando as organizações integram a diversidade e a inclusão diretamente ao núcleo da inovação e dos negócios.