Existe um temor silencioso entre executivos acima de 50 anos (o famoso etarismo): a crença de que serão preteridos por líderes mais jovens, hipertecnológicos e "ágeis". E se o profissional se vender como um mero operador tático, esse risco é brutalmente real.
Contudo, na altíssima gestão, as crises não são resolvidas por quem entende de um novo software, mas por quem entende de Natureza Humana e Ciclos de Mercado.
O Poder do Reconhecimento de Padrões
O que você tem a oferecer não são "anos de serviço". É um banco de dados mental incomparável. Quando uma fusão beira o colapso por choque cultural, ou quando o fluxo de caixa seca durante um baque macroeconômico, o CEO de 35 anos pode entrar em pânico, pois é a primeira vez que ele vê a tempestade.
Você não. Você já navegou nas bolhas de 2001, na crise imobiliária de 2008 e nas rupturas pandêmicas de 2020. O seu valor está na calma, na sobriedade de quem já viu esse filme e sabe exatamente que alavancas puxar para estabilizar o barco.
O Reposicionamento Narrativo
Para blindar a sua idade como um passivo, atualize a sua narrativa. Esqueça listas de softwares velhos e metodologias defasadas no seu perfil. Em vez disso, posicione-se como um Mentor de Lideranças, um Estrategista de Risco e um fiador da Cultura Organizacional.
Boards contratam CEOs jovens para imprimir velocidade, mas contratam CFOs, CHROs e Conselheiros sêniores para garantir a sobrevivência e a bússola ética. Jogue o jogo do "Adulto na Sala" (The Adult in the Room) e veja o mercado pagar prêmios pela sua sabedoria.