O Grupo Globo oficializou, nesta sexta-feira no Rio de Janeiro, uma ampla reorganização de seu organograma executivo com o objetivo de integrar as operações da TV aberta aos Estúdios Globo e acelerar a expansão digital do portfólio. As mudanças abrangem a criação de uma diretoria focada em Consumidor e Marketing, a migração de frentes de Relações Institucionais, Jurídico e Compliance para a holding e a transição programada de executivos sêniores da companhia.
Segundo informações apuradas pelo veículo Meio & Mensagem e ratificadas em comunicado assinado pelo diretor-presidente Paulo Marinho, a nova arquitetura unifica a gestão de Distribuição e Direitos sob o comando de Fernando Ramos. Paralelamente, Júlia Rueff assume a liderança de Plataformas Digitais para conduzir as estratégias do Globoplay, enquanto a área de Estratégia expande seu escopo para incorporar a Governança Corporativa do grupo.
Transição de lideranças estratégicas e saídas no Board
A reorganização culmina no encerramento do ciclo executivo de três diretores tradicionais. Manuel Belmar, que liderava Finanças, Jurídico, Infraestrutura e Produtos Digitais, iniciará uma transição planejada para concluir suas funções no primeiro trimestre de 2027. O executivo, presente na empresa desde 2003, manterá a condução das frentes financeiras durante a etapa de mapeamento de mercado para a escolha do seu sucessor.
Outros dois líderes encerram suas trajetórias de forma imediata. Manuel Falcão deixa a companhia após quase três décadas na gestão de Marca e Comunicação, sendo substituído interinamente por Cristovam Ferrara enquanto o grupo busca no mercado uma liderança para a diretoria de Consumidor e Marketing. Já Pedro Garcia encerra um ciclo de 45 anos na organização, onde gerenciava Licenciamento e Ciclo de Vida do Conteúdo, área que passa a ser gerida de forma unificada.
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Posicionamento do Conselho de Administração
Diante de especulações do mercado publicitário ligando as trocas de executivos a negociações recentes de direitos de transmissão esportiva, o presidente do Conselho de Administração, João Roberto Marinho, esclareceu que as movimentações correspondem estritamente ao plano de eficiência corporativa. O executivo reforçou que acordos de grande porte sobre transmissões são deliberados colegiadamente pelo Conselho, sem atribuição individual aos diretores operacionais.
A reorganização reflete a busca por maior agilidade decisória na alta gestão. O grupo almeja preservar a rentabilidade da TV aberta enquanto expande a margem operacional e o Valuation da operação digital, garantindo entregas de valor mais integradas para o mercado B2B, anunciantes e parceiros estratégicos.
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