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Uma boa gestão de pessoas exige olhar muito além da produtividade técnica. Nesta edição do Giro RH, reunimos três movimentos fundamentais que estão impactando a atuação das áreas de Recursos Humanos no Brasil: inovações tangíveis na saúde corporativa, o alerta da área médica sobre o esgotamento silencioso e os cuidados jurídicos urgentes frente à pressão política nas empresas.
Data System leva saúde para a rotina além do convênio médico
Para descolar o conceito de saúde atrelado unicamente ao uso reativo do plano médico, a Data System, provedora de soluções de gestão para o varejo, estruturou a "Semana D+ Saúde". Foram seis dias dedicados à implementação prática de bem-estar na rotina da equipe. O RH da empresa cruzou informações sobre controle de estresse e nutrição com atividades engajadoras, oferecendo aulas de Beach Tennis, Muay Thai, ginástica laboral e orientação de corrida.
“Costumamos pensar em saúde quando aparece algum problema, mas deveria ser um hábito. A Semana D+ foi pensada para mostrar que pequenas escolhas, movimento e até momentos de descontração fazem parte desse cuidado. Mais do que uma programação, queremos que as pessoas levem isso para a vida”, resume Rodrigo Roland, CEO da Data System.
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O peso do Burnout na "Geração Sanduíche"
O impacto que o cuidado com terceiros gera na performance corporativa acendeu o alerta médico. Um estudo recente da Frontiers in Public Health destrinchou a exaustão da chamada "geração sanduíche": adultos entre 35 e 50 anos que precisam cuidar simultaneamente de filhos pequenos e de pais idosos. O acúmulo duplo de funções suprime, em média, 1,7 hora de sono e 2,4 horas de lazer diárias destes profissionais.
Segundo a endocrinologista Paula Fabrega, do Hospital Sírio-Libanês de Brasília, a privação crônica de descanso eleva os riscos de hipertensão e *Burnout*. “Quando a pessoa precisa conciliar as demandas dos filhos, dos pais e do trabalho, o autocuidado fica em segundo plano. É comum que pacientes procurem a emergência com dores musculares intensas e palpitações sem perceber que a causa é a rotina exaustiva", alerta a especialista, apontando que o RH precisa ter escuta ativa para identificar esses sinais na equipe.
Atenção com o Assédio Eleitoral (e cuidado no WhatsApp)
Com as Eleições de 2026 ganhando força, o alerta jurídico é máximo. De acordo com os registros das eleições municipais passadas (2024), 43,5% das denúncias de assédio eleitoral computadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) ocorreram em órgãos públicos, mas a prática e as autuações crescem na iniciativa privada.
A advogada Pâmela Alvina Rodrigues Fonseca, do escritório Aparecido Inácio e Pereira, alerta que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vedou rigorosamente qualquer forma de pressão hierárquica. O perigo mora nas entrelinhas: promessas de promoção, mudanças de escala de trabalho ou ameaças veladas por divergência política configuram crime.
O sinal vermelho também recai sobre os grupos corporativos de WhatsApp. Exigir que colaboradores compareçam a eventos de candidatos, compartilhem material político ou sofram qualquer constrangimento virtual via smartphones corporativos ou canais de equipe gera passivo pesado para as empresas. “A autoridade não pode ser usada para interferir na liberdade de escolha do colaborador", sentencia a advogada, orientando que o RH trace limites claros e reforce o compliance eleitoral de forma preventiva.
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